Junho / 2017
DSTQQSS
010203
04050607080910
11121314151617
18192021222324
252627282930
Não foi encontrado nenhum registro para o mês de Junho
IslamAhlul BaitImám Mohammad Ibn Ali (A.S.)

Ele é o Imam Mohammad Ben Ali Ibn Al-Hussein Ibn Ali Ibn Abu Táleb, cognominado de "Al-Báquer" isto é, "O Erudito", por expandir-se no conhecimento e no saber, se aproximando e mergulhando no âmago da sabedoria.

Nascimento: O Imam Mohammad "Al-Báquer" nasceu na cidade de Medina no de 57 da Hijra, e que correspondia ao ano de 676 d.C., crescendo e se desenvolvendo sob amparo de seu avô paterno, o Imám Al-Hussein durante três anos. Aos quatro anos de idade, acompanhou seu pai Ali Ibn Al-Hussein quando ocorreu a batalha de Karbalá, no ano 61 da Hijra.

Seu Pai: O Imam Ali Ibn Al-Hussein, "Assajád", isto é, "O Genuflecto".

Sua Mãe: Fátima Bent Al-Hassan.

Seu avô paterno: Ali Ibn Abu Táleb.

Sua avó paterna: Fátima "Azzahra" Bent Mohammad

Seus avôs maternos: Os mesmos dos avôs paternos.

O Imam Mohammad foi o primeiro Hachemita nascido de pais Hachemitas pela união dos filhos do Imám Al-Hassan e Al-Hussein.

Seus Filhos

O Imam Mohammad "Al-Báquer" teve sete filhos de diversas esposas, os quais são: O Imam Açadeq, Abdullah, Ibrahim, Obaid'Allah, Ali, Zeinab e Omm Salma.

Biografia do Imám Mohammad "Al-Báquer"

1. O Imam "Al-Báquer", era como seus purificados ancestrais, sempre mencionando Deus Supremo e se dirigindo a Ele com intensa devoção, dedicação e amor, e não valorizava nada que não o aproximasse à Deus. Seu filho o Imám "Açadeq" falava em suas citações: "O meu pai era demasiadamente devoto em sua fé... se andava com ele, pronunciava o nome de Deus... se comia com ele, pronunciava o nome de Deus... quando conversava com o povo, não deixava de mencionar o nome de Deus... enfim, sempre via sua língua colada ao seu palato pronta à pronúncia de ‘Lá Iláha Illa'Láh, isto é, "Não há divindade além de Deus".

2. O Imam "Al-Báquer" se preocupava muito com interesses da nação e de seus problemas, procurando sempre amenizar o seu sofrimento provocado por cruéis governantes e seu despotismo, sempre empenhado no prosseguimento da índole da Linhagem do Profeta. O Imam "Al-Báquer praticava a caridade para com os necessitados e os alimentava, vestia e os auxiliava financeiramente dizendo-lhes: "A caridade do mundo é a conexão entre os irmãos e o conhecimento". Certa vez, Hassan Ben Cuthair falou: "Fui me queixar para Abu Jaafar, Mohammad Ben Ali das minhas necessidades e do afastamento dos irmãos e ele me disse: ‘ Perante a oposição fraterna, o irmão se te mostrará complacente quando fores rico e te cortará ao se tornares pobre', depois tirou um saquinho contendo 700 dirhams e nos deu dizendo: ‘ Use esse saquinho, e, quando terminar me comunique'".

3. De acordo com a informação histórica, a cunhagem das moedas islâmicas foi feita sob a orientação e aprovação do Imam "Al-Báquer" quando o príncipe omíada, Abdel Malêk Ben Maruán, viu que as moedas eram cunhadas de acordo com a arte bizantina, sem a insígnia religiosa e longe da unicidade de Deus. Preocupado, foi se aconselhar com os sábios muçulmanos, sem porém, obter deles solução alguma. Entretanto, um deles se manifestou dizendo: "Vossa Majestade irá se opor ao descobrir quem poderá solucionar a questão". Abdel Malek, intrigado o advertiu dizendo: __ Cuidado com o que dizes... que solução é esta? O homem, confiantemente respondeu-lhe: "Somente o Imam "Al-Báquer" é que tem a solução para a questão, Majestade". Imediatamente, Abdel Malek escreveu para o Governador de Medina, para que este lhe envie até Damasco o Imam Al-Báquer com toda a dignidade e consideração que ele merece. Assim que o Imam chegou a Damasco, Abdel Malek citou-lhe a questão da cunhagem da nova moeda, e, após ouvi-lo até o fim, o Imam "Al-Báquer" ordenou a presença dos impressores a fim de modelarem a nova cunhagem sendo de um lado a frase da unicidade de Deus: "Lá Iláha Illa'Lah" e do outro lado o nome do Profeta Mohammad, marcando o valor da mesma, sendo a primeira moeda equivalente aos 10 Dirhams pesando 10 onças (0,333 g), a segunda moeda, equivalente a 10 Dirhams pesando 6 onças (0,200g), e a terceira moeda, equivalente a 10 Dirhams pesando 5 onças (0,167g) somando as três moedas, deverá dar o valor de 30 dirhams equivalentes a 21 onças, a fim de equiparar à moeda bizantina, comunicando a todos os países e províncias islâmicos trocarem 30 dirhams bizantinos pesando 21 onças por outros 30 dirhams islâmicos, pondo fim as divergências e mal-entendidos que os muçulmanos e o Estado sofriam.

Seu Ministério

O Imam Mohammad "Al-Báquer", tomou posse de seu ministério após a morte de seu pai, o Imam "Al-Sajjad" no ano de 95 da Hijra e seu imamato se estendeu-se por longos 19 anos.

A Escola do Conhecimento para o Imam "Al-Báquer"

No capítulo alusivo ao Imam "Al-Sajjad", foi mencionado de que o mesmo produziu dezenas de sábios, cientistas, pensadores, eruditos e homens do saber, e fundando cargos para a legislação divina apesar das circunstâncias difíceis que o rodeavam durante o seu período, provocadas pelos governantes na ocasião, e, quando o Imam "Al-Sajjad" partiu ao encontro de seu Senhor, sucedeu-o o Imam Mohammad "Al-Báquer", que por sua vez, deu continuidade às legislações e responsabilidades divinas a fim de conduzir a sua nação, dedicando-se a cada dia que passa ao conhecimento profundo e dinâmico, e, para o amparo da nação islâmica, aumentou os homens da sapiência e do saber, expandindo com eles as escolas islâmicas.

E assim, intensificou-se a procura, vinda de todas as províncias, os quais se dirigiam a ele, inclusive eruditos de várias crenças e ideologias, e que em sua maioria acabaram se submetendo diante da ampla sapiência do Imam Mohammad Ben Ali Ibn Al-Hussein devido ao seu abundante conhecimento.

E deveras curioso de quanto se lhe reportaram honras, mesmo em sua época, e do quanto aumentavam dia a dia os seus discípulos, os quais conversavam sobre ele com comoventes discursos na jurisprudências e na essência da ciência, da interpretação, do caráter, da ideologia e dos diversos conhecimentos islâmicos.

Um de seus discípulos , Mohammad Ben Moslem disse: "Toda vez que se me afigurava algum parecer, recorria imediatamente para Abu Jaafar" __Ele aludia ao Imam Al-Báquer__ e o questionava sobre trinta mil questões. Outro de seus discípulos, Jáber Ben Yazid Ajaafi, confirmava: "Abu Jaafar já conversou comigo sobre setenta mil questões"; e quando Jáber Ben Yazid falava sobre ele, fazia a seguinte alusão: "Conversou comigo o Conselheiro dos Conselheiros e Herdeiro da Sapiência dos Profetas, que nada é senão Mohammad Ben Ali Ibn Al-Hussein"

Conselhos e Ensinamentos Eternos do Imam "Al-Báquer"

Enquanto nós nos encontramos na orla do oceano da sapiência deste Imam, colhemos tudo o que nos é proveitoso para esta vida e na eternidade, tal qual alguns de seus pensamentos:

A perfeição como um todo, adquirida através da fé religiosa, da resignação e da paciência sobre a desgraça, inclusive, da avaliação da sobrevivência no dia-a-dia.
Três são as preciosidades da vida e da eternidade: perdoar o teu opressor; procurar aquele que te abandonou e idealizar-se se fores injustiçado.

O crente não se torna esclarecido até passar a não invejar aquele que está acima dele, e nem desprezar aquele que não possui algo.

Três são as causas em que seu autor não morrerá sem antes presenciar seus resultados infectos: a opressão, a falta de compaixão e o falso juramento, usando o Santo Nome de Deus em vão.

Faça da obediência, a recompensa pela conexão com a compaixão. Para que se forme um povo, deverá existir a união a fim de aumentar suas riquezas e se enriquecerem. O falso juramento e a falta de compaixão aumentarão a desunião na humanidade.

A mentira é a praga da fé.

O devoto jamais será covarde, nem cobiçoso, nem avarento.

Aquele que é ávido pelo mundo, se iguala ao bicho-da-seda: quanto mais enrolar o casulo sobre si mesmo, mais se torna difícil sair dele.

Não ofendeis os crentes.

Deus desaprova o servo Dele, se este permitir a introdução de seu inimigo em sua casa, sem lhe opor resistência.

Amaldiçoado o povo que considerar a questão pelo favor e fechar os olhos para o ilícito, por julgá-lo uma questão vergonhosa.

A morte do Imam Al-Báquer

Apesar da grandiosa posição que o Imam Mohammad "Al-Báquer" ocupava na sociedade, por causa de seu amplo conhecimento e sapiência, que nutriam os corações dos eruditos e do povo geral, o Governante omíada Hicham, quarto filho de Abdel Malek, decidiu acabar com este grande homem, persistindo junto aos tiranos e ignorantes, na opressão dele, até que, finalmente, determinaram dar cabo a sua vida através do envenenamento, por meio de detestável astúcia e indução. Assim feito, o Imam "Al-Báquer" passou a agonizar por causa da intensas dores provocados pelo veneno ingerido, até que, em determinada noite, chamou por seu filho Jaafar "Açadeq" e falou-lhe com palavras derradeiras: "Eis que chegou a minha hora, e ainda nesta mesma noite partirei, meu filho, pois vi meu pai me oferecendo uma doce bebida e eu a tomei, depois, ele me anunciou a minha morada eterna e o encontro com a verdade. Pouco depois, o Imam Mohammad "Al-Báquer" entrega seu espírito a Deus.

No dia seguinte, a cidade de Medina, Iluminada, despertou com o tumulto da multidão que seguia o féretro do seu Imam tão querido, o qual foi enterrado no cemitério de Al-Baqui, ao seu lado do jazigo do Imam Al-Hassan e do seu pai, o Imam Ali Ibn Al-Hussein.

O Imam Mohammad "Al-Báquer" partiu desta vida terrena deixando atrás de si, o rastro da sabedoria e uma herança incalculável com a fundação dos grandiosos ensinamentos da escola islâmica, a qual se sobressaiu e se desenvolveu com a sua autenticidade, pelo seu elevado esclarecimento e compreensão, herdados de seus purificados ancestrais e principalmente, pelo seu tataravô, o Apostolo de Deus Mohammad.

O Imam "Al-Báquer" partiu se queixando da dúvida dos tiranos e suas interrupções contra a doutrina de Deus. O Imam "Al-Báquer" partiu com a idade de 57 anos no ano 114 da Hijra, correspondente ao ano de 732 d.C. Seus ensinamentos e conhecimentos permanecem até hoje como fonte de referências àqueles que procuram o alimento da sabedoria, da justiça e da verdade.

Links Relacionados
Palavras Iluminadas

“São aqueles que, quando os estabelecemos na terra, observam a oração, pagam o Zakat, recomendam o bem e proíbem o ilícito. E em Deus repousa o destino de todos os assuntos.” (Surata al-Haj, C. 22 – Versículo 41)


ARBIB - Associação Religiosa Beneficente Islâmica do Brasil - Departamento de Comunicação
Todos os direitos reservados à ARBIB - A reprodução é permitida, desde que citada a fonte