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A Islamização da Medicina
A princípio, não havia muita diferença entre a alopatia e os demais procedimentos curativos. A presença da tradição popular era imensa nestas terapias.

Por Dr. M.M. Mahruf

Tradicionalmente, a arte da medicina foi uma profissão de vocação de caráter humanista voltada para o paciente. Entretanto, no decorrer dos últimos 50 anos a medicina ocidental, ou mais especificamente a alopatia, tornou-se uma engrenagem de tratamentos e medicamentos na qual o único objetivo é a preservação mecânica da vida. Não obstante aceite que o inevitável fato da morte é uma certeza, a alopatia adotou duas estratégias.

Duas instituições que se contradizem entre si: a unidade intensiva de urgência e o hospital (alopático) o qual, junto com suas unidades básicas (a clínica e o dispensário), se baseia na proposição que o médico pode curar toda doença. E eis que o médico examina seu paciente considerando-o em sua análise a algo similar a digamos, um aparelho de tv com defeito. Então, quando a morte se afigura na face, a despeito das drogas ministradas pelo doutor alopata, o paciente é transferido para a unidade intensiva de urgência e o médico, por assim dizer, lava suas mãos do problema. Na U.T.I. cuidados especiais, consolam e confortam o doente terminal. Ironicamente, portanto, na medicina ocidental, o médico assume um papel de atendimento apenas quando ele não pode fazer mais nada pelo paciente.

O Desenvolvimento da Alopatia

A princípio, não havia muita diferença entre a alopatia e os demais procedimentos curativos. A presença da tradição popular era imensa nestas terapias. Basicamente, a medicina dos antigos gregos era uma arte popular. O adágio médico romano “medicatrix naturae”, ressalta a importância das forças curativas naturais presentes no homem e nas outras criaturas. Deve ser também reconhecido que este foi o trabalho dos médicos muçulmanos da Idade Média, que resgataram a medicina ocidental da “forca teórica” da filosofia aristotélica. Com efeito, o aspirante a médico nas principais cidades da Europa Medieval, tinha que se manter a par dos desenvolvimentos médicos através dos trabalhos árabes em tradução.

Muito da medicina ocidental dependia do conhecimento popular. Procedimentos como a cauterização, a sangria, o emprego de sanguessugas, compressas, bálsamos, enemas, cataplasmas eram comuns em todas as terapias. As terapias tradicionais estavam unidas na crença de que o trabalho do médico, embora importante, era limitado. O auge desta conceituação foi o sistema Unani, a medicina muçulmana tradicional. E o corolário deste pensamento estava na crença: “É ELE ( ALLAH) QUEM CURA”.

O médico Unani estava sempre consciente que ele era apenas um facilitador e que Allah era quem realmente curava. De modo geral pode se dizer que nenhuma das medicinas tradicionais jamais concederam pretensiosa superioridade a figura do médico como a Alopatia hoje faz. A surpreendente dicotomia entre a alopatia e as outras terapias após a revolução industrial teve lugar na Europa. Exatamente quando a Inglaterra firmou-se como pioneira na industrialização, assim também ocorreu na mecanização da medicina. A aplicação da tecnologia a medicina, que muitas vezes deprecia o paciente como se este fosse um objeto inerte; o estabelecimento de escolas médicas livres de princípios e a criação de uma hierarquia profissional na qual graduados profissionais são colocados abaixo dos especialistas, são algumas das realizações britânicas neste campo.

Uma outra, foi a conseqüente imposição que seguiu a força das armas britânicas. Se a força militar britânica podia vencer as milícias locais da Ásia, do mesmo modo a medicina britânica podia superar e descartar as terapias médicas nativas. Tal foi o ponto de vista estabelecido consciente ou inconscientemente pelos líderes e intelectuais ingleses, incluindo naturalmente, os médicos. Enquanto alguns doutores e oficiais britânicos estavam inclinados a aceitar que as Medicinas asiáticas, Ayurveda, Siddha e Unani continuassem a desempenhar seu papel, os mais dogmáticos dentre eles rejeitavam as teorias e as práticas destas terapias.

Um crítico particularmente severo foi John Davy, um irmão de Sir Humphrey Davy, o famoso cientista, John Davy prestou serviço em Sri Lanka (na época Ceilão) entre 1817 e 1819 como médico do então governador Sir Robert Browning. Embora quase dois séculos tenham se passado, suas críticas ainda soam estridentes. John Davy centrou sua atenção no sistema Ayurveda, a medicina tradicional da Índia e do Ceilão. A respeito de suas bases teóricas Davy escreveu: “Sua fisiologia, tal como pode ser teorizada, é da mais extravagantes...” Quanto a prática dos médicos de Ayurveda, escreveu: “Sua prática é mais teórica do que empírica, e é dirigida para as causas óbvias ao invés dos sintomas paliativos. Ou para tentar uma cura na perspectiva da experiência apenas. As indicações gerais na sua prática, são para primeiro “maturar” a doença e então removê-la. Como eles dão ênfase para a natureza, sua ignorância e seus falsos princípios não são realmente malignos e provavelmente produzem em geral, pouco benefício, mais bem do que mal.” Inconscientemente , neste último comentário Davy avançou para a dominante noção atual: o medicamento alopático possui reservas do mal embebido nele.

O primário propósito da Alopatia substituiu um tratamento amigável e próximo ao paciente por uma abordagem paliativa. Certos fatores históricos trabalharam para este fim.

A Mecanização da Alopatia

Uma importante mudança foi a teoria da injeção bacteriana, desenvolvida por Louis Pasteur no séc. XIX. A palavra passou a ser “destrua a bactéria e com isso destruirá a doença” (um pouco mais tarde, entendeu-se que havia também a “boa bactéria”).

A teoria bacteriológica produziu dois desenvolvimentos. Um foi a purificação bacteriológica do hospital, da sala de cirurgia e principalmente do quarto do paciente. O uso do ácido fenólico e de simples germicidas tornou-se comum. O outro foi o surgimento da quimioterapia. Pesquisas em produtos químicos industriais tinham, por exemplo, conduzido para o desenvolvimento de drogas químicas básicas, por meio dessas, doenças contagiosas como a tuberculose e a hanseníase foram contidas. Entretanto, o papel do ambiente e os fatores não-médicos tinham sido percebidos. Por exemplo, Sir James Chrichton-Browne comentou em 1892, falando das condições na Inglaterra, “que quase não se pode dizer que os mais pobres tenham um lar, ao invés disso mudam-se para uma série de alojamentos, cubículos imundos, depósitos mal arejados e habitações coletivas super-lotadas”.

Em 1924, R.C. Wingfield, famoso no campo das doenças toráxicas, tinha escrito que os principais fatores que contribuíam para a tuberculose eram o excesso de trabalho, de preocupações e tarefas, a subnutrição, a falta da tão necessária exposição aos raios de sol e ao ar fresco e todas as formas de crônica promiscuidade. Contudo, a busca por drogas miraculosas estava se acelerando, liderada pelas grandes empresas farmacêuticas. De qualquer modo, drogas alopáticas tinham uma vantagem sobre seus equivalentes tradicionais. Drogas alopáticas vêm cuidadosamente fabricadas e acondicionadas em cápsulas, drágeas, xaropes ou balas de mascar. Em comparação, as drogas tradicionais que possuem a forma de ervas cruas e produtos amargos de plantas (de difícil ingestão). Mesmo hoje, é muito mais fácil engolir um comprimido, embora ciente de seus prováveis efeitos co-laterais, ao invés de ir em busca de um medicamento tradicional.

As comportas da pesquisa da droga milagrosa estavam para ser escancaradas, quando a penicilina foi descoberta em meados dos anos 40. Criou-se também um novo termo: antibióticos. “A má bactéria poderia ser morta pela boa bactéria”. Um mundo livre de doenças estava se afigurando. A sintetização dessas novas drogas supunha-se tornar o período de espera mais curto. Mas as coisas iam mal no florido mundo da alopatia farmacêutica. As más bactérias, embora inferiores na hierarquia das criaturas vivas, pareciam sobrepujar a inteligência dos mais eruditos pesquisadores. Estas bactérias tornavam-se resistentes e mais letais. E o que era pior é que a imunidade natural dos seres humanos não podia enfrentar esta nova geração bacteriana. A alopatia e a indústria farmacêutica enfrentavam a situação de duas maneiras. Uma era “fortalecer” os velhos antibióticos; a outra era descobrir ou sintetizar novas drogas. Desenvolvimentos na micro-biologia auxiliaram bastante neste sentido. A descoberta do DNA por Watson and Crick foi utilizada pelos fabricantes de drogas alopáticas. Estas novas possibilidades conduziram pouco a pouco a manipuladas mutação, transferência e construção genética. Isto também causou a controvérsia sobre o E.Coli, uma inofensiva bactéria intestinal que quando submetida a mutação se torna perigosa. Outra aventura médico-bacteriológica foi a clonagem de Dolly e a criação de leite medicinal.

Deve ser entendido que essas aventuras são extremamente caras e que suas utilidades podem ser apenas aproveitadas pelos muito ricos dos países industrializados. Em qualquer caso, seus efeitos colaterais são completamente desconhecidos.

O segundo grupo de desenvolvimentos em alopatia teve lugar no campo da cirurgia, em particular na transplantação de órgãos. Na metade dos anos 50, o Professor Christian Barnard teve sucesso na transplantação de um coração humano. Embora os índices de sobre-vida não fossem satisfatórios o sucesso tinha sido alcançado. Com efeito, essas tentativas criaram uma série de micro-cirurgias como a angioplastia, cirurgias de abertura de coração e implante de marca-passos. Transplantes de rins tinham um maior índice de sucesso. Críticos, porém, sustentavam que essas medidas de salvação de vidas eram destinadas apenas aos países desenvolvidos e tão somente as elites dos países subdesenvolvidos podiam beneficiar-se delas. Esses críticos apontaram para um outro fato: todas as terapias tradicionais e mesmo a alopatia em seus primórdios tinham como meta básica a cura permanente das doenças. Como mencionado anteriormente, a alopatia abandonou este princípio em favor do princípio de contenção. Contenção significava que a doença era controlada, não curada. Além disso, contenção significava medicação permanente. Sendo isto barato no caso das doenças cardíacas, é no entanto proibitivo nas doenças como o mal funcionamento dos rins. Um rim transplantado significa uma longa vida de uso de drogas caríssimas para inibir o instinto natural do corpo de rejeição. Os críticos afirmavam que o “mito da droga” da alopatia tinha duas conseqüências sociais debilitantes. Uma era que o papel dos fatores não-médicos no predomínio e na propagação das doenças não foram completamente analisados. Por exemplo, doenças renais nas regiões do Sul da Ásia são proeminentes no campo, onde herbicidas e inseticidas são utilizados de modo indiscriminado. Se há um nexus causal entre tal utilização e a manifestação dessas doenças isto não foi adequadamente avaliado. A segunda implicação social era que a doença importava, não o paciente. O paciente era meramente um robô ativado que hospedava a doença. Seu estilo de vida, sua atitude para com a vida e o mundo, seu padrão mental, eram considerados matérias irrelevantes para a medicina. Tais critérios, embora apropriados para a anti-séptica atmosfera de um laboratório de pesquisa, eram claramente sem efeito no mundo real. Não obstante se reconheça que a AIDS se desenvolva a partir de um estilo de vida promíscuo, maior atenção é dada para se desenvolver uma vacina do que para contê-la. Que uma bem estabelecida vida familiar e uma cooperativa inter-ação entre as pessoas, sejam fundamentais para uma vida saudável dos indivíduos, isso não é uma preocupação da alopatia.

Há um pesado fardo imposto sobre os médicos para preservarem a vida a todo custo (suicídio assistido é permissível; abortos são comuns) ou para serem atenciosos (doutores são elevados ao podium de um profissionalismo muito bem pago). A questão da má nutrição como um fator médico tem sido estudada a fundo, porém muito pouco tem sido feito sobre isso. A vida é tratada em compartimentos. Médicos tratam; laboratórios fabricam medicamentos; hospitais recebem pacientes; quando estes têm recursos, alcançam alívio, de outro modo, sofrem. Por semelhante separação, a vida é diminuída em seu valor.

A Ciência Médica: A Resposta Islâmica

O Islam é claro em sua atitude para com a medicina. Diz o Alcorão:

“SE ALLAH TE INFLINGIR UM MAL, NINGUÉM ALÉM DELE PODERÁ REMOVÊ-LO E SE TE AGRACIAR COM UM BEM, SERÁ PORQUE TEM PODER SOBRE TODAS AS COISAS.” ( 6: 17)

A implicação deste versículo sagrado é que as doenças são auto-limitadas, elas seguem o seu curso. Ou o inevitável acontece e o paciente morre. Todas as coisas estão nas mãos de Allah. Todos os tratamentos médicos não são capazes de ir além de um certo ponto no processo de cura de uma doença. Este fato tem sido provado no mundo atual. Mesmo as bactérias e os microorganismos têm se tornado mais astuciosos e resistem a todas as tentativas dos mais capacitados farmacologistas.

Todas as espécies de doenças que pensava-se já terem sido vencidas para sempre, têm ressurgido. Malária e tuberculose estão entre estas doenças. Praticamente todo novo medicamento, cedo ou tarde, suscita dúvidas sobre seus efeitos subseqüentes. O câncer permanece em altos índices de incidência. A nova tecnologia, inconscientemente, tem ajudado na transmissão de doenças dos animais para os seres humanos. A doença da Vaca Louca é um exemplo. Portanto, a completa extinção de todas as doenças não está no alcance da capacidade humana.

Relacionada a este orgulho humano de abranger o mundo e construir um paraíso sobre a terra, está a crença fundamental estabelecida no Ocidente, que todas as coisas são possíveis para o homem e que não há nada que ele não possa vencer. Referindo-se a uma revelação anterior, Allah diz:

“RECORDA-TE QUANDO LHES FOI DITO: HABITAI ESTA CIDADE E COMEI DO QUE FOR DE VOSSO AGRADO E DIZEI: REMISSÃO! (POR HUMILDADE) E ENTRAI PELO PORTAL, PROSTRANDO-VOS; ENTÃO PERDOAREMOS OS VOSSOS PECADOS E AUMENTAREMOS (A PROVISÃO) DOS BENFEITORES.” (S. 7 - V. 161)

A humildade é algo difícil de ser visto no mundo de hoje. Em toda parte está o discurso da invencibilidade do gênio humano. A ciência da computação e suas doutrinas cibernéticas, realidade virtual, inteligência robótica e artificial tem dado um espúrio crédito a este processo. Todavia, a desnutrição, a fome, os conflitos, a morte, a decadência, o desemprego, as perversões e as atividades criminais tomam o lugar deste orgulho. Ligada a esta consciência e a prática da humildade, está a crença na unidade de todos os seres humanos.

O Alcorão diz: “NO PRINCÍPIO OS POVOS CONSTITUIAM UMA SÓ NAÇÃO.”
(S. 2 - V. 213)

E ainda: “A PRINCÍPIO OS HUMANOS FORMAVAM UMA SÓ COMUNIDADE...” (S. 10 - V. 19)

Estas declarações conservam uma importante verdade, que tem uma aplicação na ética e na prática médica. “A MEDICINA DEVE SER PARA TODOS”. Não deve haver graduações entre os pacientes, por conta de sua cor, educação, nascimento, criação ou status econômico. A moderna alopatia (medicina ocidental) criou quatro sistemas para a aplicação de sua terapia, sob encomenda para fins específicos. Começando do mais inferior, há a alopatia para os pobres dos países subdesenvolvidos. Esses têm a infra-estrutura básica (embora alguns pacientes pobres ainda durmam nos corredores dos hospitais) e as drogas básicas, que presumidamente, são as mais baratas. Os ricos dos países subdesenvolvidos recebem um melhor tratamento, em termos relativos, o que significa na prática que os modernos desenvolvimentos chegam a eles uns dez anos mais tarde. Os muito ricos desses países subdesenvolvidos, naturalmente, superam este tempo de atraso afluindo para as melhores clínicas nas grandes cidades do ocidente. Nos países ocidentais também a moderna alopatia enfrenta uma dicotomia. Enquanto o resto das pessoas tem um tratamento um tanto satisfatório na rede estatal de saúde e nos sistemas de assistência médica particular, algo em torno de 10% (a elite) tem o melhor que o dinheiro pode comprar. Isto tem conduzido para a preservação da vida, mesmo quando a morte é clinicamente provada, por “manutenção em aparelhos”, ou quando o próprio paciente decide-se pelo congelamento, (quando os recursos médicos são exauridos), na ilusão de que a ciência no futuro possa prover soluções para a doença. Estes ricos que estão satisfeitos com uma outra espécie de “imortalidade” podem ter seu sêmen preservado de modo que possam ter descendentes pela inseminação artificial. Estas metodologias não pertencem ao índice do amor familiar, mas sim, ao de busca de poder. O Islam, enfatizando a fraternidade de toda humanidade, insiste sobre o cuidado e atitude responsável para com todo o gênero humano.

Diz o Alcorão Sagrado: “E SE TE ABSTENS DE PRIVAR COM ELES COM O FIM DE ALCANÇAR A MISERICÓRDIA DE TEU SENHOR, A QUAL ALMEJAS, FALA-LHES AFETUOSAMENTE.” (17: 28)

O comentador Allamah Abdullah Yusuf Ali diz: “Você pode ter que se afastar das pessoas por duas razões: 1. Você pode não ter os recursos para garantir-lhes seus direitos 2. Ou você pode ter que manter-se distante delas em razão de seu modo de pensar ser diferente do seu. Em ambos os casos não há nenhuma necessidade de dirigir-se a elas com palavras grosseiras. Suas palavras devem ser afetuosas; o tipo de afeto (não mera educação) que flui da piedade e compreensão.(...)”.

O nível de afeto nos assuntos médicos é, naturalmente, muito mais alto. E se origina da percepção dos profissionais médicos, dos auxiliares da área médica e dos pacientes, que a certeza da mortalidade une a todos eles. A isto o Islam enfatiza sobremaneira.

M.M. Mahruf, ex-assistente de direção e diretor do Departamento Islâmico para Assuntos Culturais do Sri Lanka e Consultor da South Eastern University, Sri Lanka.

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Palavras Iluminadas

“O estreitamento dos laços de família purifica as ações, aumenta os bens, afasta a desgraça,
facilita a prestação de contas e prolonga a vida do indivíduo.” Imam Mohammad al-Baquer (A.S.)


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